Videomonitoramento é atualizado em Aracruz e ganhará mais 36 câmeras

A Prefeitura de Aracruz fez a atualização tecnológica das câmeras de videomonitoramento, aumentando a capacidade da Central Integrada de Segurança Pública de Aracruz (CISP) em fornecer às forças de segurança pública, informações mais rápidas e precisas para combater a criminalidade no município.

O secretário de Administração e Recursos Humanos (Semad), Luciano Forrechi, falou sobre a inauguração de um novo sistema de videomonitoramento, com a aquisição de 36 câmeras. Os novos equipamentos se aliam ao Programa Olho Digital e ao Cerco Eletrônico. “Com o apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil, a população aracruzense tem hoje mais condições de segurança e sentem no dia a dia a diferença que a tecnologia faz na vida das pessoas”, ressalta Forrechi.

Além da melhoria na qualidade e quantidade das câmeras da cidade, a CISP conta com telas modernas de LED, propiciando melhor identificação das ocorrências e maior precisão no monitoramento diário de Aracruz.

Para o representante da Polícia Militar, major Edsandro Vieira Crema, a importância do videomonitoramento está na celeridade da resolução dos crimes. “O fechamento do cerco, de vias de possíveis furtos e de cometimento de crimes traz mais segurança para Aracruz. Com certeza, a segurança aumentando atrai mais investimentos e melhora a qualidade de vida. A integração da prefeitura com o batalhão da PM e a Polícia Civil tem dado bons frutos, tanto que temos um dos melhores índices do estado com relação à baixa na criminalidade”, destaca o militar.

O delegado Rodrigo Peçanha lembra que chegou em Aracruz para trabalhar na delegacia patrimonial em janeiro de 2018, um ano antes da implantação do Cerco Eletrônico. “A estruturação do Cerco foi realmente um marco na forma como trabalhamos na delegacia. Mudou não só a quantidade de crimes, que passamos a solucionar de maneira mais rápida, mas também a forma padrão de trabalho dentro de uma investigação”, completa Peçanha.

Entrega Oficial

A entrega oficial das 36 câmeras aconteceu no final de outubro, durante solenidade na sede do CISP, e contou com a participação do prefeito, secretários municipais e representantes das polícias, dentre outros servidores municipais.O prefeito explica que quando recebeu o município em 2017, só tinham as câmeras do programa “Olho digital” que era do Governo do Estado, que está passando essas câmeras para a cidade. “Nós estamos em fase final da parte burocrática para começarmos atender com algumas câmeras que estão desativadas e estamos esperando consolidar essa doação que o Estado fará ao município para que tenhamos tudo isso funcionando”.

Cavaglieri destaca também a redução dos valores no contrato. “Tinha um contrato de 24 câmeras que custava para os cofres públicos R$126 mil. No segundo semestre de 2020 fizemos uma nova licitação, que oferece hoje ao município o aumento de 24 para 36 câmeras modernas, novas e com uma diferença de preço de R$ 126 mil para R$58 mil”.
“Com essa nova tecnologia estamos colaborando com o Estado na questão da segurança pública, pois na nossa gestão o município contratou o Cerco Eletrônico, que é uma outra ferramenta que ajuda na elucidação de casos, no impedimento de algumas ocorrências policiais, como tráfico, roubos e furtos”, ressaltou o prefeito.

Jones Cavaglieri falou ainda sobre o projeto-piloto de reconhecimento facial, que terá início no Supermercado Oriundi. “Nossos equipamentos vão acessar um banco de dados de cinco milhões de fotos. Ou seja, a pessoa que entrar no Oriundi, quando o reconhecimento facial estiver em teste, será identificada. Esse equipamento tem a possibilidade de identificar em 70%. Depois vamos estender este serviço a toda cidade.

Histórico de conquistas

Quando o atual prefeito assumiu a gestão, no ano de 2017, o videomonitoramento contava com 24 câmeras contratadas que custavam por mês, para os cofres públicos, R$ 126.276.00. Com a reformulação deste contrato, no ano de 2018, a atual gestão conseguiu reduzir este valor e o sistema passou a ter o custo mensal total de R$ 82.960,26.

Ao lado da economia para os cofres públicos, no ano de 2019, o governo municipal de Aracruz deu um salto ainda maior com a implantação do Sistema de Cerco Eletrônico. Os equipamentos do cerco atuam no reconhecimento óptico de caracteres, identificando todos os veículos que passam pelos pontos monitorados pelo dispositivo.

Este dispositivo faz a leitura e o registro das placas dos veículos que ficam armazenadas num banco de dados. Tais mecanismos permitem alcançar objetivos estratégicos na área de segurança pública, com a prevenção e o combate à violência. O Cerco Eletrônico e o Sistema de Videomonitoramento passaram a formar a Central Integrada de Segurança Pública (Cisp). A central deu às forças policiais mais poder de investigação e inteligência no combate ao crime. Também ofereceu mais segurança à população através das câmeras instaladas em várias regiões do município.

Aracruz foi o segundo município do Espírito Santo e o trigésimo do Brasil a aderir aos Sistema de Cerco Eletrônico e, desde junho deste ano, o Sistema de Segurança Pública está interligado com municípios dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, que possuem os mesmos dispositivos.

Com esta nova contratação para o Sistema de Videomonitoramento, Aracruz conta com 36 câmeras com tecnologia atualizada pelo valor total mensal de R$ 57.176,93, gerando maior economia aos cofres públicos. Cada ponto terá um custo unitário, por mês, de R$ 1.588,25, considerando a captação da imagem, a operação e o armazenamento.