Depois de realizar nova operação de combate contra os gafanhotos, nesse sábado (27), técnicos do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina constataram redução da população de insetos. Em vídeo é possível ver uma grande quantidade de gafanhotos mortos sobre a vegetação da área.

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Nesse domingo (28), a Senasa continuou com as ações conjuntas, na localidade de El Chañar, 55 km a oeste de Curuzú Cuatiá, tentando controlar a praga. Curuzú fica cerca de 100 quilômetros a oeste de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. No vídeo, uma mulher explica que no momento estão fazendo a aplicação de um produto químico para reduzir a população de gafanhotos e que a equipe vai aguardar as condições do tempo para ver qual foi a assertividade da ação.

Os técnicos continuam monitorando o comportamento, localização e movimento dos insetos na região. No vídeo, é possível ver uma pessoa fazendo a pulverização de agroquímicos e uma grande quantidade de insetos sobrevoando o local.

No sábado(27), o Sindicato das Empresas de Aviação Agrícola do Brasil (Sindag) informou que as informações que chegavam da Argentina apontavam que 15% da nuvem havia sido eliminada depois de o país vizinho coordenar um primeiro ataque aos insetos. A operação ocorreu na tarde sexta-feira e foi realizada com um avião agrícola.

Segundo o Sindag, 10 aeronaves brasileiras deste tipo estão prontas para levantarem voo na fronteira, caso a nuvem de gafanhotos siga para o Rio Grande do Sul. Segundo a meteorologia, as condições do clima devem impedir a entrada dos insetos no país. Os gafanhotos costumam desviar do frio.

Os técnicos têm aproveitado os momentos de pouso dos insetos para combatê-los. A nuvem de gafanhotos chegou a abranger uma área equivalente a 3 mil hectares quando levantava voo. Já quando estão agrupados em pouso, é mais fácil fazer o controle, embora ainda assim ocupem uma área de 10 hectares, o equivalente a 10 campos de futebol.

Fonte: Globo Rural