No último domingo (22), dia em que a Igreja celebrou a Solenidade de Cristo Rei do Universo, a Matriz da Paróquia São João Batista de Aracruz recebeu com tristeza a notícia e as imagens do vandalismo ocorrido na Capela de Nossa Senhora de Mont’Serrat, localizada no morro do Pelado, em Taquaral, zona rural do município.

Vândalos depredaram a parte externa e também a parte interna da igrejinha, incluindo o pequeno altar, as paredes e as imagens de santos.

A capela fica a quase 800 metros de altitude e foi construída em 1931. É ponto turístico e religioso do município, atraindo peregrinos que buscam o local em prol da qualidade de vida, da fé ou mesmo da contemplação da bela vista que se tem do alto do morro. É um espaço de confraternização, oração e atividades esportivas.

“Vemos, em todo o mundo, um crescente ataque ao cristianismo e aos seus espaços sagrados em nome de uma falsa liberdade de expressão ou mesmo de uma intolerância religiosa que não levam a nada senão ao ódio e à violência.” disse em nota o Pe. Antonio Luiz Pazzolini Pandolfi, pároco da paróquia.

“Diante da depredação da Capela de Nossa Senhora de Mont’Serrat, queremos, uma vez mais, proclamar Cristo como Senhor e Rei, e condenar veementemente o ato realizado, confiando às autoridades do município a cabível investigação e a apuração dos fatos.” continua a nota.

“À misericórdia de Deus, confiamos a afirmação que diz “a minha casa será casa de oração”, a fim de que, neste momento de pandemia, Ele volte seu olhar para nós e nos conceda saúde de corpo e de alma.” escreveu o pároco.

Um missa será celebrada, na próxima quinta-feira (26), às 19 horas, na Igreja Matriz São João Batista, em Aracruz, para reparação ao Sagrado Coração de Jesus pelas ofensas cometidas. A Igreja convida a todos os católicos a rezarem pela conversão da humanidade e a se unirem em oração e condena qualquer ato de intimidação exercido contra comunidades de fé para desencorajar a livre manifestação religiosa das pessoas.

“Denunciamos que os recentes ataques contra igrejas católicas cristãs representam uma grave violação da liberdade de religião e expressão. Exigimos que o Estado cumpra sua função protetora de cidadania.” finaliza a nota Pe. Antonio Luiz Pazzolini Pandolfi.