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O hospital Albert Einstein, uma das principais instituições privadas de saúde do país, orientou aos médicos que não prescrevam cloroquina para tratamento da Covid-19. O aviso foi enviado por e-mail para médicos que atendem na instituição, segundo informou o Jornal Nacional.

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A mensagem foi chamada de “alerta de segurança”. “Frente ao recente comunicado divulgado pela agência americana FDA revogando a autorização de utilização emergencial de hidroxicloroquina e cloroquina, os especialistas do hospital não recomendam o uso dos medicamentos em pacientes com Covid-19”, diz a mensagem.

O órgão norte-americano levou em consideração que os estudos não mostraram diferenças em relação ao tratamento padrão e que os benefícios do uso não superaram seus riscos.

O Hospital Albert Einstein foi o primeiro do Brasil a tratar pacientes diagnosticados com Covid-19. No total, 876 pacientes ficaram internados na instituição.

Segundo o hospital, a cloroquina foi administrada em três circunstâncias: pacientes que participavam de uma pesquisa sobre os efeitos do medicamento, e que deve ter o resultado divulgado nas próximas semanas. Pacientes graves, que não respondiam a nenhum outro tratamento e também no modo “off label”, ou seja, fora da prescrição da bula. Agora, a recomendação é para que não seja usado.

A revogação pelo FDA ocorreu quase três meses depois de a agência aprovar o uso emergencial, em meio à pressão do presidente Donald Trump. O presidente Jair Bolsonaro, assim como Trump, também deu declarações defendendo o uso da cloroquina.

No fim de maio, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) pediu ao Ministério da Saúde que suspendesse a indicação de uso das substâncias cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes com sintomas leves de Covid-19. Representantes da entidade explicaram que o uso da cloroquina coloca em risco a vida das pessoas, já que não há estudos que comprovem a eficácia e que pode acarretar problemas, como arritmia cardíaca.

A cloroquina é usada para tratamento de doenças como malária, lúpus e artrite reumatoide.

Fonte: O Globo