Empresas de óleo e gás fecharam parceria para descobrir petróleo no Norte do ES

A petroleira EnP e a recém-criada Petres Energia vão criar uma joint venture que vai atuar na exploração onshore (em terra) em 10 blocos no Estado

A Energy Platform (EnP), com sede no Rio de Janeiro e vários negócios no Estado, vai criar uma nova empresa em sociedade com a Petres Energia, que pertence ao grupo paranaense InterAlli, com o objetivo de investir em 10 blocos exploratórios onshore (em terra) no Norte capixaba.

Batizada de Energy Paranã, a join venture vai comprar a participação que a EnP tem nessas áreas, que é de 50% da concessão. A outra metade pertence à Imetame. A parceria foi comunicada ao mercado nesta segunda-feira (22).

Dos 10 blocos exploratórios envolvidos na negociação, sete foram arrematados no fim do ano passado pelo consórcio EnP-Imetame no leilão de Oferta Permanente da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e três foram adquiridos da Petro-Victory. Com isso, metade da participação nos blocos será da Energy Paranã e a outra segue com a Imetame. A conclusão da aquisição depende do aval da ANP.

Blocos exploratórios são áreas com potencial para descoberta de acumulação de óleo e gás. Na fase de exploração, são realizados investimentos de prospecção para descobrir óleo e identificar se é viável ou não sua produção comercialmente.

“O objetivo da parceria é ficar mais forte para podermos entrar em mais blocos. Vamos nos preparar para a terceira rodada da Oferta Permanente. O foco é crescer compartilhando os riscos”, explica Márcio Félix, CEO da EnP e ex-secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia (MME).

A também ex-secretária do MME entre 2019 e 2020 Renata Isfer será sócia do grupo Interalli – hoje focado no segmento de infraestrutura portuária – na Petres Energia, petroleira recém-criada que, com o negócio, fará sua estreia na exploração de petróleo. Em comunicado ao mercado, a Petres e a EnP explicaram que trata-se de uma parceria de longo prazo e de sinergias.

“[A união] promete se estender para outros investimentos e oportunidades no território brasileiro, com modelos de negócios inovadores, utilizando o vasto portfólio energético do Brasil”, destaca.

Segundo Renata Isfer, a “expectativa da abertura do mercado de gás natural aliada às melhorias regulatórias na exploração e produção onshore formam o cenário ideal para novos investimentos no setor de óleo e gás”.

Ela continua: “Estamos aproveitando essa oportunidade única para criar uma empresa inovadora, com o objetivo de ser uma líder no setor, sempre atenta à transição energética, sustentabilidade, responsabilidade social e diversidade”, diz.

Fonte: A Gazeta