Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão Arterial

Nesta terça-feira (26), Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, a Secretaria da Saúde (Sesa), ressalta que, manter hábitos saudáveis como o consumo de alimentos balanceados e a realização de atividades físicas diárias podem contribuir para a prevenção e redução dos fatores de risco da hipertensão arterial. A doença pode causar o enfraquecimento do coração; a doença renal crônica; as doenças da aorta; as hemorragias oculares e, além disso, acarretar acidente vascular cerebral (AVC).

Segundo a Referência Técnica Cardiovascular da Sesa, o Dr. Werther Clay Monico Rosa, a hipertensão é classificada em três estágios de gravidade, por isso, além da prevenção é fundamental que o paciente busque o diagnóstico e o tratamento precoce.

“É recomendado aos pacientes pelo menos uma avaliação anual, mesmo para aqueles sem fatores de risco, pois a hipertensão não dá sintomas. Por exemplo, no estágio I, menos grave, o paciente pode iniciar o tratamento com a mudança de estilo de vida e o monitoramento da pressão. É importante realizar o acompanhamento para prevenir e tratar os estágios da doença, pois são várias as complicações que podem ser desenvolvidas pela hipertensão grave, sendo o quadro de risco predominante o acidente vascular cerebral (AVC)”, explicou a referência.

Em relação ao acidente vascular cerebral, a hipertensão é o seu principal fator de risco, visto que, um longo período de altos níveis de pressão gera a modificação dos vasos sanguíneos do pescoço e do cérebro e, assim, os tornam mais suscetíveis à ocorrência de sangramentos e oclusões agudas.

Prevenção

Os fatores socioculturais e ambientais podem influenciar nos quadros da doença. É válido destacar que o sedentarismo, obesidade, sono inadequado, vida com alto grau de estresse, alimentação rica em sal e em açúcares são ações que devem ser evitadas. O hábito de fumar e o consumo inadequado de bebidas alcoólicas também precisam ser cessadas para a sua prevenção.

O Dr. Werther Clay Monico Rosa, conta que a avaliação dos fatores de risco e a medição dos níveis de pressão arterial para a classificação do estágio do paciente é essencial para o diagnóstico. Além das análises dos estágios de hipertensão no indivíduo, outros fatores cardiovasculares, como diabetes, colesterol, sedentarismo, hábito de fumar e história familiar de doenças do coração devem ser considerados neste processo.

“É válido lembrar que, apenas uma medida no consultório não é suficiente para o diagnóstico, o paciente deve retornar para uma segunda avaliação após um intervalo que pode ser de 15 a 30 dias. Em relação aos estágios II e III, estes já pedem o uso de medicações”, ressalta o cardiologista.

Dados

O Hospital Estadual Central (HEC), localizado em Vitória, que atende há 12 anos a população capixaba, oferece regularmente o tratamento para pacientes que foram acometidos por Acidentes Vascular Cerebral (AVC) que se relacionam diretamente com os casos de hipertensão arterial.

Ao todo, 50% dos pacientes atendidos na Unidade de Acidentes Vascular Cerebral (UAVC) do Hospital Estadual Central têm como a principal causa do AVC, os problemas com a hipertensão arterial.

Entre os anos de 2012 e 2020, foram realizados 11.000 atendimentos de pacientes com AVC. A maioria, está associada a problemas de hipertensão, gerou 7.000 internações na unidade. Além disso, foram realizados mais de 1.000 tratamentos trombolíticos e 450 trombectomias mecânicas para redução dos danos.