A CDL Aracruz lamentou, em nota, divulgada nessa quinta-feira (30), o fato de o município ainda não ter saído do risco alto em relação à pandemia, o que tem trazido muitos prejuízos para o comércio.

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Segundo a nota, inúmeras reuniões foram feitas diariamente entre a prefeitura de Aracruz, o Governo do Estado e a CDL em busca de soluções para levar o município ao risco moderado, porém poucos avanços foram alcançados, principalmente no mês de julho, apesar do apoio incondicional de vários secretários municipais.

A nota afirma que a Prefeitura detectou erros no envio de dados ao Estado, dados esses, referentes aos números da pandemia em Aracruz, o que prejudicou o município na classificação de risco no Mapa de Gestão de Risco do Governo do Estado.

“Ainda não entendemos os motivos, mas, mesmo com os acertos, ainda não fomos contemplados. Temos perspectiva de que em breve o cenário possa ser mais favorável, mas não é possível afirmar prazos, pois dependemos de maior empenho por parte da prefeitura.” disse a CDL.

A CDL se diz à disposição do prefeito para novas reuniões em busca soluções que sejam favoráveis a todos. “O diálogo sempre foi defendido pela CDL como o único meio para minimizar os impactos no comércio. Sabemos que o maior desejo dos comerciantes é trabalhar e cumprir as suas obrigações, além de garantir os empregos, porém as decisões cabem unicamente à municipalidade, mesmo com todo o nosso esforço e das incontáveis horas de dedicação a essa causa.” completa a nota.

A CDL ainda orienta aos comerciantes que cumpram os de decretos da prefeitura.

O Presidente da CDL, Aderjanio Pedroni, pediu, nessa quinta feira (30), seu afastamento das reuniões com a Prefeitura, alegando motivos pessoais. Quem assume as articulações com a prefeitura é João Carlos Devens, diretor da CDL de Aracruz.

“Nestes 130 dias de pandemia foi de muitos desafios e aprendizados, gostaria de agradecer aos secretários da prefeitura, Calixto, Luciano e Dr Wagner e pelos incansáveis dias de reuniões e debates, sábados e domingos reunidos procurando o equilíbrio entre a saúde e sobrevivência econômica.” disse, em nota Aderjanio.

Prefeitura de Aracruz pede a revisão da classificação

A Prefeitura Municipal de Aracruz divulgou, nessa quinta-feira (30), que, com o objetivo de solicitar a revisão da classificação do município de Aracruz no Mapa de Gestão de Risco para Covid-19, o prefeito de Aracruz, Jones Cavaglieri, e a secretária Municipal de Saúde, Clenir Sani Avanza, se reuniram esta semana com o Secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, na sede da Secretaria de Estado da Saúde (SESA), em Vitória.

A reunião contou ainda com a presença do subsecretário de Estado da Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, e a participação do gerente de Vigilância em Saúde, Orlei Amaral Cardoso.

Conforme classificação do Governo do Estado, a partir da Nova Matriz Ajustada do Mapa de Gestão de Risco publicada pela SESA em 18/07, o município de Aracruz se posiciona dentro do alto risco para o estabelecimento de medidas qualificadas para enfrentamento da pandemia decorrente do novo coronavírus (Covid-19).

O prefeito e a secretária defendem a redefinição da classificação para risco moderado em decorrência de diversas particularidades regionais apresentadas pela cidade. Uma delas é a presença de uma população flutuante que se desloca, diariamente, de seus municípios de origem em direção a Aracruz para trabalhar nas empresas locais. Na avaliação dos gestores municipais, este deslocamento é um dos dados que poderia estar contribuindo para diminuir a taxa de isolamento social registrada no território aracruzense, um dos critérios analisados na matriz de risco.

Além do pedido de revisão da classificação de Aracruz dentro do Mapa de Gestão de Risco para Covid-19, os mesmos buscaram flexibilização das restrições estaduais no município por estar classificado na categoria de risco alto. Os gestores solicitaram essa flexibilização também em razão das especificidades regionais entre os distritos, o litoral e a Sede, que se encontram distantes entre si e se diferenciam da realidade mais urbana da região metropolitana.

Segundo a prefeitura, na área mais rural, por exemplo, o cidadão trabalha no campo durante quase todo o dia e somente após as 16 horas consegue ter tempo para suas necessidades básicas de compras. No entanto, de acordo com atual decreto estadual, os municípios classificados como de alto risco só estão autorizados a funcionar das 10 às 16h, de segunda a sexta-feira, em sistema de rodízio dos segmentos comerciais. Deste modo, o governo municipal defende o funcionamento de todos os setores comerciais, ainda que em risco alto, de segunda a sexta-feira, das 12 às 18 horas.

Durante a reunião, a equipe da SESA ouviu as reivindicações, esclareceu toda a metodologia de aplicação da matriz de risco e se comprometeu em avaliar o quadro epidemiológico de Aracruz. “Há uma previsão de que, encerrando os casos ativos da semana epidemiológica, é muito possível que o município de Aracruz já saia do risco alto a partir da próxima semana. É necessário, então, seguir acompanhando a evolução dos casos novos e do encerramento de outros ativos no município para poder confirmar. Há uma tendência muito grande de o município retornar ao risco moderado caso consiga encerrar os casos”, informa Nésio Fernandes.

Segundo o Prefeito Jones Cavaglieri, a reunião foi produtiva. “O secretário e o subsecretário de estado participaram e se mostraram sensíveis em relação à revisão do mapa de risco em Aracruz. Com as informações que coletamos no município, entendemos que, se a revisão dos dados for feita, como foi prometido, nós deveremos sair do quadro de alto risco para o moderado”, destaca. Para tanto, a Prefeitura de Aracruz, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, concentrou esforços para atender as adequações propostas pela SESA de modo a demonstrar a realidade da saúde do município e, consequentemente, sair da classificação de risco alto para a classificação de risco moderado.